1. O que são radicais livres ?
- Os radicais livres são moléculas independentes que são produzidas no decorrer do processo respiratório. Do oxigénio que respiramos uma pequena percentagem converte-se em radicais livres que não são totalmente prejudiciais. Quando produzidos em quantidades moderadas combatem bactérias e vírus. No entanto quando produzidos em excesso tornam-se prejudiciais pois danificam as células saudáveis o que aumenta o risco de doenças crónicas como hipertensão, diabetes, cataratas, doenças cardiovasculares, cancro. Poluição ambiental, tabaco, U.V., stress, alimentação incorrecta dão origem a excesso de radicais livres.
Também no exercício intenso há um aumento de consumo de energia que leva à libertação de radicais livres que oxidam as células e provocam a sua degeneração.
(Susete Videira)
Os radicais livres são moléculas ou iões que têm um ou mais electrões desemparelhados, alguns são estáveis mas reactivos (por exemplo: NO, NO2) e outros são instáveis, muito reactivos e têm uma vida relativamente curta (por exemplo: CH3). Estes, no nosso organismo são produzidos por células durante o processo de respiração celular por oxigénio usado para transformar os nutrientes obtidos através da alimentação em energia. Estes podem danificar células saudáveis do nosso corpo, contudo o nosso organismo consegue controlar o nível de radicais produzidos pelo nosso metabolismo. Os processos metabólicos não são a única fonte de radicais livres, existem factores externos que contribuem para o aumento da formação dos mesmos.
São moléculas com existência independente que são produzidas no decorrer do nosso processo respiratório. Do total de oxigénio que respiramos todos os dias converte-se em radicais livres (2 a 5%). Quando produzidos em quantidades moderadas, combatem as bactérias e vírus presentes no nosso corpo. O nosso corpo produz inúmeras substâncias para neutralizá-las. No entanto, quando se acumulam em excesso, tornam-se prejudiciais, pois danificam as células saudáveis e assim aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças crónicas.
(CATARINA RICARDO)
As nossas células utilizam Oxigénio para produzirem a energia de que necessitam.
Nesse processo formam-se os Radicais Livres de Oxigénio que são átomos alterados de Oxigénio muito reactivos e instáveis. Em fracções de segundo ligam-se a lípidos, minerais, vitaminas ou aminoácidos alterando-os.
Estas alterações silenciosas e lentas criam lesões nas estruturas celulares – membrana celular, organelos do citoplasma e núcleo – que estão na base do envelhecimento, das doenças degenerativas e do cancro.
Quando o organismo se encontra em equilíbrio saudável, 5% do Oxigénio utilizado na respiração celular é transformado em Radicais Livres de Oxigénio que ajudam a combater bactérias e vírus, facilitam a morte normal das células envelhecidas e das células anormais ou precursoras de cancro.
As nossas células saudáveis têm mecanismos específicos para se defender do ataque destes Radicais Livres de Oxigénio através de enzimas, vitaminas e minerais que constituem o Potencial Biológico Antioxidante.
A produção excessiva de Radicais Livres de Oxigénio sem a presença da quantidade necessária e suficiente do Potencial Biológico Antioxidante dá origem ao Stress Oxidativo.
O Stress Oxidativo é agravado pelo fumo de tabaco activo ou passivo, actividade física intensa, alimentação inadequada com presença de elevadas quantidades de aditivos alimentares, exposição solar excessiva e a radiações ionizantes, intoxicação por metais pesados e doenças associadas a processos inflamatórios.
O Stress Oxidativo é considerado o principal factor do processo de envelhecimento e cria as condições favoráveis ao desenvolvimento de múltiplas doenças degenerativas e cancro.
(Milai Brás)
(Filipa Martins)
Radicais livres são moléculas ou átomos com um número impar de electrões. No nosso organismo, os radicais livres são produzidos pelas células durante o processo de combustão, cujo oxigénio é utilizado pelas células para converter os nutrientes dos alimentos em energia. Os radicais podem danificar células sadias do nosso corpo; no entanto, o nosso organismo possui enzimas protectoras que reparam 99% dos danos causados pela oxigenação, ou seja, o nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através do metabolismo. No entanto, 1% restante, com o acumular dos anos, vai se tornando prejudicial para o nosso organismo.
Uma boa alimentação, rica em verduras, legumes e frutas, é a melhor maneira de prevenir os malefícios dos radicais livres, pois nestes alimentos encontram-se antioxidantes que ajudam a combatê-los.
(Filipa Martins)
Os radicais livres são substâncias tóxicas, produzidas pelo organismo. Estas substâncias advêm, de uma parte do oxigénio que é utilizado no processo de respiração celular. São moléculas instáveis porque possuem um número impar de electrões, para atingirem a sua estabilidade, estas moléculas reagem com qualquer outra substância, que encontram pelo caminho, de modo a poderem “roubar” o electrão que lhes falta.
(Fátima Correia)
2. Quais as substancias que inactivam quimicamente os radicais livres?
As substâncias que inactivam quimicamente os radicais livres são os antioxidantes, que são substancias que ajudam a combater e neutralizar os radicais livres e ajudam a reparar os danos nas células e tecidos do corpo. Para enfrentar os radicais livres, o organismo necessita de mais antioxidantes que aqueles que produz. São moléculas com carga positiva que se combinam com os radicais livres de carga negativa tornando-os inofensivos.
(Susete Videira)
As substâncias que inactivam quimicamente os radicais livres são os antioxidantes.
Os antioxidantes são, moléculas com cargas positivas que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos. Deste modo, os antioxidantes protegem o nosso organismo da acção negativa que os radicais livres exercem, uma vez que têm a capacidade de os anular. Alguns antioxidantes são produzidos pelo nosso organismo, outros são ingeridos (vitamina C, E e A, beta-caroteno, licopeno, entre outros). Desta forma, pode dizer-se que uma alimentação rica em vegetais, fruta, leguminosas e cereais é importante para a prevenção contra a acção dos radicais livres retardando o envelhecimento.
Os antioxidantes. Ajudam a combater e neutralizar os radicais livres e ajudam a reparar os danos nas células e tecidos do corpo. Para obter o máximo benefício dos antioxidantes deve assegurar-se o consumo de frutas e legumes frescos, sendo a vitamina E um dos melhores antioxidantes naturais. Nenhum alimento isolado pode proteger-nos dos danos causados pelos radicais livres, mas a combinação certa de determinados alimentos pode ajudar a fortalecer o sistema imunitário. Uma combinação de antioxidantes é muito benéfica, uma vez que todos desempenham papéis de protecção.
(CATARINA RICARDO)
Antioxidantes. São moléculas que podem doar aos radicais livres a carga eléctrica que lhes falta.
Chamam-se antioxidantes às substâncias capazes de desarmar os radicais livres. Algumas são nutrientes essenciais conhecidos, como a vitamina A e o betacaroteno, e as vitaminas C e E.
O equilíbrio entre a nossa ingestão de antioxidantes e a exposição aos radicais livres pode ser literalmente o equilíbrio do nosso corpo. É possível pôr a balança a pender a nosso favor por intermédio de modificações simples na nossa dieta rica em antioxidantes.
Os antioxidantes também ajudam a estimular o sistema imunitário e aumentam a resistência à infecção. Nas crianças, um suplemento regular de vitamina A reduz significativamente as infecções das vias respiratórias. Aumentam a fertilidade, reduzem a inflamação na artrite e desempenham um papel fundamental em muitos estados como as constipações e a síndrome de fadiga crónica.
(Milai Brás)
Os antioxidantes que ingerimos nas frutas, legumes e verduras ajudam no combate aos radicais livres, assim como algumas substâncias produzidas pelo nosso organismo.
(Filipa Martins)
(Filipa Martins)
As substâncias que inactivam quimicamente os radicais livres são os antioxidantes. Estas substâncias combatem os radicais livres que se formam durante o processo de respiração celular. Podemos encontra-los numa boa alimentação, rica em vitaminas, e diminuímos os seus efeitos nefastos quando optamos por hábitos de vida saudável. Apesar de os antioxidantes estarem presentes em alimentos preferencialmente frescos, também o nosso organismo os produz, embora de uma forma muito reduzida.
(Fátima Correia)
3. Como e a partir de que molécula é formado o radical livre mais importante responsável pelo envelhecimento celular?
O radical livre é formado a partir da molécula de oxigénio no processo de respiração celular.
(Susete Videira)
O envelhecimento advém na maioria dos casos devido a reacções, tais como a exposição celular e seus organelos a radiações ionizantes, reacções não enzimáticas e também reacções enzimáticas, que proporcionam a redução de O2 e de água, com consequente produção de radicais livres. Os radicais livres actuam no processo de envelhecimento, pois atingem directa e constantemente células e tecidos, os quais possuem acção acumulativa.
O envelhecimento é um declínio constante em muitos processos cognitivos ao longo da vida. Uma das causas de envelhecimento a nível celular é a formação natural dos radicais livres. Os radicais livres são moléculas orgânicas responsáveis pelo envelhecimento, dano tecidular e possivelmente, algumas doenças. Essas moléculas são muito instáveis portanto elas buscam ligação com outras moléculas perpetuando o processo prejudicial. Eles (R.L.) não têm um número par de electrões, então eles estão sempre à procura de um electrão para tornar-se estável. A nova molécula, agora também apresenta falta de um electrão e formou-se um outro radical livre. Este efeito pode causar estragos em tecido saudável.
(CATARINA RICARDO)
Considerando que os radicais livres protagonizam processos oxidativos, deveríamos considerar que o termo oxidação significa “agregar oxigénio”. Todavia os químicos e biólogos moleculares actuais definem oxidação como toda reacção química que supõe a perda de um electrão da órbita dos átomos. Por conseguinte, os radicais livres hidróxilo e superóxido são agentes oxidativos por excelência, pois ambos contêm nas suas órbitas carências de um electrão, e como eles são parte do oxigénio, rapidamente chegarão às células, dando início a um processo oxidativo em cadeia.
(Milai Brás)
Os radicais livres são produzidos na molécula de oxigénio através do inevitável processo de respiração celular.
(Filipa Martins)
O radical livre é formado pela molécula O2 (oxigénio), durante o processo de respiração celular (obtenção de energia). Esta reage com qualquer outra substância (lípidos, proteínas,etc.), formando mais radicais de oxigénio, altamente reactivos que tem um efeito prejudicial no nosso organismo, provocando a “morte” do tecido saudável.
(Fátima Correia)
(Fátima Correia)
4. Porque podemos fazer uma analogia entre envelhecimento celular e ferrugem?
Tal como a ferrugem aparece a partir de uma reacção entre oxigénio e ferro, o envelhecimento celular aparece a partir de uma reacção entre o oxigénio e as células do organismo. Os radicais livres ligam-se a compostos, alterando as funções, ocasionando efeitos maléficos nas células. Dá-se então essa analogia pelo mesmo processo que a ferrugem aparece e o envelhecimento das células se concretiza.
(Susete Videira)
A oxidação é o processo de envelhecimento celular que ocorre por um processo químico de captação do oxigénio, libertando electrões considerados radicais livres. É o equivalente à ferrugem (corrosão do ferro por acção combinada do oxigénio, ácido carbónico e água).
Porque tanto o envelhecimento celular como a ferrugem “formam-se” com a ligação de compostos com o oxigénio. O ferro combina-se rapidamente com o oxigénio formando o óxido de ferro (ferrugem) é um exemplo de corrosão. Para que exista a ferrugem é necessário que haja ferro, água e oxigénio. O mesmo acontece no processo de envelhecimento celular, que existe a acumulação de radicais livres que são formados através do oxigénio e que assim causam danos nos nossos tecidos.
(CATARINA RICARDO)
Os radicais livres são os principais responsáveis pelo envelhecimento cutâneo. São produzidos pela luz, pela poluição, pelo fumo...
Provocam a morte das nossas células e, como tal, um envelhecimento prematuro. São eles que causam a ferrugem na chapa do seu automóvel e que fazem escurecer os frutos.
(Milai Brás)
A oxidação é o processo de envelhecimento celular que ocorre devido à captação de electrões da molécula de oxigénio, formando-se radicais livres que alteram e destroem as células. É o equivalente à ferrugem dos metais, devendo-se este processo ao contacto do oxigénio com o ar.
(Filipa Martins)O oxigénio está envolvido numa série de processos degenerativos, devido á sua capacidade de gerar radicais livres, que são os responsáveis pela destruição das células. O mesmo acontece na formação da ferrugem, quando temos um pedaço de ferro exposto ao meio ambiente (O2) durante um período de tempo prolongado, este oxida, degradando o material.
(Fátima Correia)
5. Porque razões do ponto de vista químico um radical livre é tão oxidante?
As moléculas são constituídas por átomos reunidos através de ligações químicas formadas por um par de electrões. Quando essas ligações se desfazem, a molécula passa a conter um único electrão na sua orbita extrema, o que constitui então o radical livre que é instável e reactivo. Portanto um radical livre é usado para designar qualquer átomo ou molécula com existência independente contendo um ou mais
electrões não pareados nas orbitas externas o que pode torná-lo altamente reactivo, capaz de reagir com qualquer composto situado próximo à sua orbita externa. Os radicais livres actuam como catalisadores para desencadear reacções químicas ou modificações noutras moléculas. Cada radical livre é capaz de procurar um parceiro rompendo a sua ligação química para se agrupar. Nessa busca desenfreada por novos parceiro, os radicais livres destroem enzimas, atacam células, motivando nelas sérios danos estruturais ocasionando como consequência o mau funcionamento e até a morte celular.
(Susete Videira)
Quimicamente podemos dizer que a oxidação é uma reacção química da qual participa o oxigénio, nesta há perda de electrões e na redução há ganho de electrões. Por vezes, as pontes que se criam são frágeis e podem desagregar-se, originando compostos instáveis, carentes de electrões a que chamamos radicais livres. Com a carência de electrões depressa chegarão às células, dando inicio a um processo oxidativo em cadeia, daí serem tão oxidantes.
Por causa das ligações químicas que se dão. Qualquer átomo ou molécula com existência independente, contendo um ou mais electrões não pareados, nos orbitais externos. Isto determina uma atracção para um campo magnético, o que pode torna-lo altamente reactivo, capaz de reagir com qualquer composto situado próximo á sua orbita externa, passando a ter uma função oxidante ou redutora de electrões. Os radicais livres actuam como catalisadores, ou pontes para desencadear reacções químicas ou modificações em outras moléculas. Cada radical livre é capaz de procurar um parceiro rompendo a sua ligação química, para se agrupar. Nessa busca por novos parceiros os radicais livres destroem enzimas, atacam células, aparecendo assim sérios danos estruturais, ocasionando como consequência o seu mau funcionamento e ate a morte celular.
(CATARINA RICARDO)
Os Radicais Livres são moléculas ou átomos (toda a matéria é formada por átomos) com um número ímpar de electrões (electrões livres ou electrões desemparelhados). Esse electrão livre tornará o radical livre altamente reactivo e com isso ele poderá reagir entre si, visando tornar o número de electrões par, ou seja, emparelhar o electrão, tornando-o mais ESTÁVEL.
No nosso organismo, a todo instante são formados radicais livres. São produzidos por inúmeros tipos de células durante o processo de combustão do oxigénio, utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia.
Como são reactivos (precisam de emparelhar os seus electrões livres) podem danificar (oxidar) células sadias do nosso corpo, ocasionando lesão de células/tecidos, surgindo assim inúmeras doenças. Os principais radicais livres são: Hidroxila, Superóxido, Peróxido de hidrogénio, Oxigénio Singlet, Peroxila, Alcoxila.
Mas nesta batalha, não estamos desprovidos de defesas, o nosso sábio organismo possui um sistema de enzimas protectoras (antioxidantes) que REPARAM uma grande parcela dos danos causados pela oxidação, ou seja, o nosso organismo consegue controlar a quantidade desses radicais livres produzidos através de nosso metabolismo.
(Milai Brás)
(Milai Brás)
Os radicais livres possuem um electrão desemparelhado. No processo de oxidação ocorre uma reacção em que são captados electrões gerando novos radicais livres e assim sucessivamente, daí estes serem tão oxidantes.
(Filipa Martins)
Do ponto de vista químico, o radical livre é tão oxidante, porque se forma através do processo metabólico, que sofre a célula quando há perda de electrões. Deste processo resultam os radicais livres, que se desencadeiam em outros radicais livres, pois o roubo de um electrão a outra molécula, provoca o desenvolvimento de mais radicais livres. Dai se dizer que é tão oxidativo.
(Fátima Correia)
6. Por que O2 carregaria o paradoxo da vida e da morte?
“O oxigénio constitui tanto um benefício quanto uma ameaça aos organismos vivos e aqueles que se capacitaram a usufruir seus benefícios tiveram necessidade de desenvolver uma serie de defesas contra os seus perigos” (I. Fridovich, 1977).
A vida de um ser humano depende do oxigénio, pois sem ele não haveria vida. Mas no entanto do aumento de consumo de oxigénio resulta a formação de radicais livres em excesso prejudiciais ao nosso organismo, os quais estão relacionados com vários tipos de doenças. Neste sentido existe realmente um paradoxo entre vida e morte através de O2.
(Susete Videira)
O oxigénio é inteiramente necessário ao nosso organismo, mas extremamente perigoso, porque produz partículas instáveis, chamados radicais livres, que geram a oxidação das nossas células se não forem extintos imediatamente pelo sistema imunitário do nosso corpo ou por antioxidantes. O oxigénio participa na transformação de nutrientes em energia e é o responsável por todos os processos de respiração celular, sendo por isso indispensável á vida.
É necessário para a respiração celular, que é o processo pelo qual as células na presença de oxigénio produzem energia e assim há a produção de substâncias necessárias ao crescimento e renovação das células do nosso organismo. Por outro lado a existência de oxigénio no nosso organismo também é prejudicial pois há a formação de radicais livres que quando acumulado provocam o envelhecimento celular.
(CATARINA RICARDO)
"O oxigénio constitui tanto um benefício quanto uma ameaça aos organismos vivos
e aqueles que se capacitaram a usufruir seus benefícios tiveram, por necessidade,
de desenvolver uma série de defesas contra os seus perigos"
(I. Fridovich, 1977).
Todos sabemos que o ser humano poderia morrer naturalmente de velhice, não fossem as doenças que o atingem. Hoje, apesar de muitas doenças se manterem sob controlo com a ajuda de substâncias que foram descobertas e aprimoradas pela ciência, mesmo assim ainda é grande o número de mortes que poderiam muitas vezes ser evitadas, caso tivesse sido feito uma boa prevenção.
O maior problema com que nos deparamos diariamente é o facto de que aquilo que nos dá a vida e é essencial para a nossa sobrevivência, também nos prejudica e tira anos de vida. Parece um paradoxo? Na verdade, é mesmo isso que acontece: o oxigénio vital para a vida é também prejudicial ao organismo, chamando-se a isso o "paradoxo do oxigénio". Ou seja, a energia de que o nosso organismo precisa de dia para dia para vivermos, e que é obtida através do açúcar e do oxigénio, não é 100% rentabilizada e cerca de 5% é transformada em radicais livres, que são nocivos a partir de determinados valores.
A fórmula ideal está no equilíbrio entre a produção de energia e o bloqueio dos radicais livres.
Os orientais, para além de terem uma alimentação rica em antioxidantes, cuidam ao mesmo tempo da sua mente. Esse cuidado através do desenvolvimento da prática da meditação, que deixa o corpo no ritmo alfa cerebral, que corresponde ao primeiro estágio do sono, onde todo o metabolismo corporal decresce. Isto provoca uma diminuição de energia e como consequência, uma diminuição de radicais livres.
Deste modo poderemos concluir que a estratégia indicada para conseguir viver mais tempo e com “qualidade de vida”, será ter uma dieta equilibrada e reforçada, em especial com antioxidantes, fazer exercício físico regularmente e, para ajudar, um pouco de meditação.
(Milai Brás)
O oxigénio constitui tanto um benefício quanto uma ameaça aos organismos vivos. Aqueles que se capacitaram de usufruir dos seus benefícios tiveram, por necessidade, de desenvolver uma série de defesas contra os seus perigos. É um benefício essencial à vida pois permite obtenção de energia para o organismo. Devido à formação de radicais livres pode levar à morte celular quando acumulados em excesso nas células.
O oxigénio é o paradoxo da vida e da morte. É considerado vida, aquando da sua presença na circulação sanguínea, porque é utilizado no processo de respiração celular que é responsável pela produção de energia. É associado à morte quando as moléculas de oxigénio se unem com um número impar de electrões, formando moléculas instáveis. Estas por sua vez, vão procurar unir-se com outra molécula com um numero impar de electrões, provocando assim sucessivamente a proliferação de radicais livres.
(Fátima Correia)